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11/08/17  |  Geral

Vice-presidente da Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência participa de Aula Magna da UFSC

Ítalo Padilha/Agecom/UFSC dagliê oab sc.jpgA advogada Dagliê Colaço (dir.), a secretária de Ações Afirmativas e Diversidades Francis Solange Vieira Tourinho (centro) e a psicóloga Walérya Carriço (esq.) na aula magna da UFSC.

Aula Magna da UFSC aborda protagonismo feminino e inclusão de pessoas com deficiência

“O acesso à educação, à saúde, ao trabalho, à vida em sociedade, não devem depender de sorte. E é por isso que momentos como hoje são tão importantes para que a sorte seja uma certeza e a inclusão uma realidade”, foi assim que, em meio aos aplausos do público, a advogada Dagliê Colaço finalizou a leitura do relato que fez parte de sua explanação sobre a “Inclusão de pessoas com deficiência” durante a aula magna da UFSC nesta quarta-feira, 9 de agosto, no auditório Garapuvu. A psicóloga Walérya Carriço, também foi palestrante e abordou de maneira dinâmica a questão da “Liderança e protagonismo feminino em tempos de inovação”. Francis Solange Vieira Tourinho, secretária de Ações Afirmativas e Diversidades (Saad), mediou a atividade.

Walérya Carriço, natural do Rio de Janeiro, é formada em Psicologia pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com pós-graduação em psicodrama na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e MBA em Recursos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP). É executive coach na empresa Ação Integral, trabalha na área de gestão de cultura e liderança, com atuação em oito países. Também participou do Fórum Mundial de Mulheres Negras Líderes da Unesco – Paris 2004. Trabalhou em fusões de grandes grupos empresariais, como a que ligou Casas Bahia e Ponto Frio.

Dagliê Colaço, natural de Lages, é formada em Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), com pós-graduação em Direito Administrativo pela Rede LFG em parceria com a Universidade Anhanguera. É professora de Direito e Legislação no curso técnico de Transações Imobiliárias do Centro de Educação Profissional Jorge Lacerda, criadora do projeto Meu Direito onde trabalha matérias de direito no ensino fundamental, médio e ensino de jovens e adultos, nas escolas públicas. Dagliê é vice-presidente da comissão dos direitos da pessoa com deficiência na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina.

Estiveram presentes a vice-reitora, Alacoque Lorenzini Erdmann, que enfatizou a importância das temáticas abordadas na aula magna, e o reitor, Luiz Carlos Cancellier, que pontuou a oportunidade dos novos alunos sintonizarem e verificarem que esta é uma discussão tratada na universidade. “A escolha dos temas para essa aula magna têm tudo a ver com a política que nós estamos realizando por meio da secretaria das ações afirmativas da universidade”, afirmou o reitor.

A psicóloga informou alguns aspectos da cultura organizacional, como por exemplo, o diagnóstico que engloba os comportamentos, os símbolos e os sistemas, com o objetivo de suscitar a reflexão do lugar da mulher neste âmbito. Em seguida, ela questionou o público com a pergunta “Na atividade cotidiana como profissional ou estudantes, que mensagens chamam a atenção no sentido de encorajamento, desencorajamento e tolerância ao protagonismo feminino?”, e propôs o diálogo.

O público declarou que a admiração e o suporte entre as mulheres é algo que encoraja. Waléria destacou que é necessário trabalhar incluindo e reconhecendo as outras. A falta de lideranças das mulheres na gestão do governo atual e a desconsideração dos seus trabalhos pelas chefias masculinas, foram quesitos caracterizados como desencorajadores. A psicóloga pontuou que se o objetivo é mudar o modelo, é necessário agir. “Se não é lá no poder público no topo, que seja no meu bairro, na minha rua, na minha entidade de classe, isso é protagonismo”, destacou.

Dagliê apresentou aspectos como a nomenclatura correta para chamar as pessoas com deficiência, destacando que as palavras possuem força e machucam. A terminologia correta é pessoas com deficiência, pois ” pessoa vem antes, antes de qualquer característica”. A advogada esclareceu a Lei Brasileira de Inclusão e as normas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com o intuito de informar, pontuando a educação inclusiva e enfatizando que não basta colocar a pessoa com deficiência em sala de aula para ser mero expectador.

Agência de Comunicação da Universidade Federal de Santa Catarina (Agecom/UFSC)

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